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RAQUETES 28.06.2017

Pure Aero : Arma fatal de Rafael Nadal

A integralidade do reinado de Rafael Nadal gira em torno de uma única raquete – a Babolat Pure Aero (antiga AeroPro Drive), feita por, e para ele, em 2004. Saga de uma arma fatal que, claro, evoluiu um pouco ao longo de sua prodigiosa ‘Decima’.

Foi pouco divulgado, mas se passou algo de extraordinário na vida de Rafael Nadal no inverno passado – afim de obter mais potência, o espanhol adicionou 2 g de peso suplementar a sua Babolat. Parece ser um mero detalhe, mas mais 2 gramas no sangue que corre nas veias deste campeão, desde o início de seu reinado em Roland-Garros, é imenso! Rafa abomina a mudança. Ele joga com uma raquete Babolat desde que era jovem, encorajado pelo seu compatriota – que se tornou seu coach – Carlos Moya, primeiro jogador da História do Tênis que ganhou um Grand Slam com uma raquete Babolat, em 1998 em Roland-Garros.

No início, Nadal jogava com a Soft Drive, em seguida passou para a Pure Drive quando deu seus primeiros passos no circuito. “E quando compreendemos como ele se tornaria forte, decidimos conceber uma nova raquete adaptada inteiramente a sua forma de jogar, quer dizer uma raquete privilegiando a potência e os efeitos”, explica Eric Babolat, PDG da sociedade com o mesmo nome.

Foi assim que nasceu a Babolat AeroPro Drive (agora denominada Pure Aero), uma raquete que se tornou famosa, nomeadamente, por possuir uma secção aerodinâmica (daí seu nome). Foi concebida com a colaboração técnica do interessado que começou jogando com ela em 2004. “Desde então, continua sendo mais ou menos a mesma raquete, evoluindo com inovações tecnológicas realizadas ao longo do tempo pela Babolat. Além de termos efetuado alguns ajustes no aro”, explica o campeão.

Adicionamos, por duas vezes, um pouco de chumbo no topo da cabeça da raquete, para aumentar o efeito “martelo” – ou seja a potência – da raquete. A primeira operação ocorreu em 2012. Nesse ano, Rafa teve uma estação difícil com uma série de derrotas contra Novak Djokovic. Para deter esta catástrofe, ele concluiu que era absolutamente necessário “impulsionar” um pouco mais a bola. Assim, adicionou 3 g. Este ano, mais 2 g suplementares foram acrescentados no mesmo lugar, no topo do aro.

Este trabalho é feito por um dos dois preparadores de raquetes, empregados da Babolat, Guillaume Cambon, que se ocupa mais especialmente do instrumento de trabalho de Rafa. “E honestamente, não é ele que me pede mais esforço, nos explicou este último. Exceto essas tiras de chumbo no topo do aro da raquete, nada mais se alterou. E Rafa não é um grande consumidor de raquetes, ele utiliza trinta no máximo por ano.” Aliás, Rafael Nadal é talvez o único jogador do mundo podendo se gabar de NUNCA ter quebrado (voluntariamente) uma raquete em toda sua vida!

“Fornecemos, em média, um sortido de 6 a 8 raquetes a Rafa, 4 vezes por ano”, precisa Jean-Christophe Verborg, diretor de competição na Babolat, um dos homens em que confia o campeão. Contrariamente ao que se poderia pensar, os Grandes Slams chegam geralmente no fim do caminho. Tal como um carro tendo acabado sua fase de rodagem, a raquete está chegando ao auge de seu potencial. “Sobretudo para Rafa que, com sua maneira peculiar de pegar na raquete, com o centro da palma da mão, «trabalha» ele próprio a forma de seu grip até ele se adaptar perfeitamente à sua mão», acrescenta Jean-Christophe.”

Falando de grip, precisamos que Rafa utiliza um cabo de tamanho 2, formato bastante pequeno para um homem, sobretudo para um homem do seu tamanho. Ele acrescenta um overgrip, executando um ritual muito importante para ele. “A colocação do overgrip é a única coisa que quero imperativamente fazer sozinho, talvez por superstição”, sorri Rafa que, por outro lado, confia cegamente no staff de seu fornecedor de equipamento.

Outra precisão importante – ele joga com a versão conectada da Pure Aero, equipada com micro sensores capazes de coletar um montão de dados (número de golpes, zona de impacto, potência, efeito, etc.), utilizados depois pelo clã Nadal para os debriefings. A prodigiosa “Decima” que acabou de conquistar, que já tinha poucas hipóteses de ser esquecida um dia, tem agora a garantia de se tornar eterna – cada um de seus golpes lançados nesta edição de Roland-Garros 2017 ficou registrado…

A Decim arma…

Pure Aero Play (versão conectada), igual à comercializada publicamente. Mas, como todos os profissionais, ele utiliza uma versão personalizada segundo seus critérios de peso, de equilíbrio e de inércia, nomeadamente. Ao lado – as verdadeiras “especificações técnicas” utilizadas por Nadal neste Roland-Garros 2017.

Raquetes campeãs

Enfoque sobre as outras 5 raquetes com que Rafael Nadal ganhou seus 10 títulos de campeão em Roland-Garros. Com uma próxima surpresa…

Uma raquete desenvolvida especialmente para se adaptar ao tipo de jogo e gestos do espanhol. A penetração no ar é facilitada por uma forma aerodinâmica dirigida para o sentido do jogo, favorecendo o terrível lift de Rafa. Com esta raquete inovadora, Rafael Nadal ganha consecutivamente os seus primeiros títulos em Roland-Garros, em 2005, com apenas 19 anos, e logo a seguir em 2006. Um dia depois de sua primeira vitória sobre o saibro parisiense, fiel à sua imagem de gentleman da quadra, ele chama os empregados da Babolat para lhes apresentar seus agradecimentos.

Raquete idêntica à anterior, mas cujo visual evoluiu para o amarelo. Esta raquete está associada às vitórias do maiorquino em Roland-Garros em 2007 e 2008, e à vitória de Wimbledon em 2008 depois de um jogo histórico vencido contra Roger Federer. Pela primeira vez, Rafael Nadal é o°1 mundial!
Em 2009, ele também triunfa no Open da Austrália.

Depois de ter efetuado ensaios em Lyon na Babolat, em 2009, Rafael Nadal adota as novas cordas RPM Blast (monofilamento octogonal preto) no ano seguinte. Ela corresponde perfeitamente ao seu jogo combinando efeito e grip. Segundo duplo Roland-Garros-Wimbledon nesse ano para o maiorquino, recuperando assim o lugar de n°1 mundial. Completando também sua coleção de Grandes Slams no US Open. É com esta raquete que triunfará mais uma vez em Roland-Garros, em 2011 e 2012.

Em consequência dos ajustes efetuados no inverno de 2011, e com o acordo das equipes de Babolat, Rafael Nadal adiciona 3 g na cabeça da raquete. O objetivo visado, nomeadamente, por seu tio Toni, é duplo recuperar o comprimento durante as trocas e no saque, e sobretudo recuperar confiança em seu jogo. Objetivo alcançado visto que o espanhol se impõe pela 8ª vez em Roland-Garros, em 2013, e se atribui sua 13ª vitória no Grand Slam do US Open 2013.

Estreia de uma marca e de um campeão. Rafael Nadal muda de visual durante a estação para promover a parceria entre Roland-Garros e Babolat. Rafa e Roland-Garros, uma associação evidente, concluída com uma 9ª vitória histórica do maiorquino na Porte d’Auteuil.

A derradeira associação entre um gigante, sua raquete e seu torneio predileto…É o presente que Eric Babolat, Diretor Executivo da sociedade, oferece a seu campeão para recompensar esta incrível Decima. O amarelo e o laranja simbolizam a AeroPro Drive de Rafa e o saibro parisiense onde Rafa venceu em 10 ocasiões. Dez troféus inscritos na cabeça desta raquete colecionista.

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