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PARTNERSHIP 29.06.2018

Do saibro para a grama, a arte da transição

Depois das longas trocas de bola e dos deslizes sobre a terra alaranjada, os campeões do circuito devem rapidamente passar ao verde. A mudança de superfície leva logicamente a alguns ajustes no material e na estratégia.

Prolongada em uma semana há um ano, a temporada na grama continua sendo um momento especial no circuito mundial. Ela permite sobretudo aperfeiçoar a preparação para um templo do tênis mundial: Wimbledon. Aliás, Wimbledon é o único torneio do Grand Slam que ocorre num clube particular. Esta particularidade faz com que, por exemplo, o encordoador oficial não seja um fornecedor mundial. Mas o fornecedor oficial do torneio será, sim, a Babolat, com uma gama muito completa, indo da raquete aos calçados, bolsas, roupas e acessórios. Benoit Paire disputará o torneio usando o Propulse Fury Wimbledon, customizado para a ocasião com as cores do All England Club. E os boleiros usarão calçados Babolat. Todos os calçados terão o famoso solado branco com birros de 3 mm, especial para grama.

Babolat, fornecedor oficial de Wimbledon

Birros que não devem ultrapassar 3 mm de diâmetro. Sobre isso, assim como sobre o código de vestimenta, a direção do torneio não faz nenhuma concessão. O objetivo, claro, é proteger as quadras para que elas resistam durante toda a quinzena, além de garantir uma real segurança aos jogadores. Sem esses birros não há aderência ao solo e, portanto, o jogo perderia em qualidade. Pois, sabe-se que na grama temos trocas de bolas mais curtas do que no saibro ou no cimento, uma maior utilização do slice, além de táticas mais diretas e subidas à rede.

Os famosos calçados com birros de 3

E também porque a Babolat é fornecedor oficial de Wimbledon é que veremos o austríaco Dominic Thiem, recentemente finalista em Paris, com uma Pure Strike que trocará o laranja habitual pelo verde londrino. Aliás, o treinador dele, Gunter Bresnik, nos revelou um pequeno segredo sobre seu jogador quando ele joga na grama: “O quique é mais fraco nas quadras de grama, as trocas também são mais curtas. Para uma maior eficiência nesse tipo de jogo, diminuímos o peso da raquete e adaptamos a tensão da corda. Essas adaptações devem ser feitas cotidianamente, pois as condições mudam rapidamente nas quadras de grama”. Essa análise é enriquecida por Lucien Noguès, encordoador Competição na Babolat: “É claro que pode haver modificações, mas no final das contas elas dependem mais do tempo do que da superfície propriamente dita. De fato, a grama provoca um quique menor, além do teor de umidade e da temperatura. Se chover, sabemos que o quique será menos alto devido à temperatura mais baixa do ar e que a bola será mais pesada. Portanto, os jogadores podem baixar a tensão para que o efeito trampolim seja mais acentuado, assim eles terão mais velocidade”. Essa técnica funciona também para utilizar melhor o slice e, paradoxalmente, os jogadores não trocam a espessura da corda, sendo que esta poderia ser uma solução: “É muito raro que um jogador modifique o diâmetro de sua corda quando passa para a grama. Por outro lado, acontece mais frequentemente que os jogadores que liftam muito e que utilizam uma corda 100% poliéster durante toda a temporada, passem para o híbrido”, observa ainda Lucien Noguès.

Wimbledon e Babolat é uma verdadeira história de amor, pois a marca francesa já ganhou mais de 100 títulos em simples sobre o gramado londrino!

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